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Como escolher uma agência de marketing digital: guia para PME

Os critérios que contam, as perguntas a fazer na primeira reunião e os sinais de alerta antes de assinar com uma agência.

Radouane Talemsi
Fundador e CEO
Publicado a 7 min de leitura

Para escolher uma agência de marketing digital, comece pelo objetivo do seu negócio, peça provas de trabalho semelhante, perceba quem vai fazer o trabalho e exija métricas ligadas a vendas ou contactos, não a «gostos». Depois, confirme que os acessos, o domínio e as contas de anúncios ficam em nome da sua empresa. O resto, preço incluído, decide-se a partir daqui.

Escolher mal custa caro: meses de trabalho sem resultados, contas que não controla e, muitas vezes, a sensação de que o marketing digital «não funciona para o meu setor». Este guia ajuda uma pequena ou média empresa a comparar agências com critérios objetivos, seja em Fátima, Leiria, Ourém, Tomar ou em qualquer outro ponto do país.

Comece pelo seu objetivo, não pela agência

Antes da primeira reunião, escreva numa frase o que quer que mude no negócio daqui a um ano. «Mais reservas diretas na época baixa», «mais pedidos de orçamento para remodelações na zona de Leiria» ou «vender online para fora do distrito» são objetivos com que uma agência consegue trabalhar. «Estar nas redes sociais» ou «ter um site novo» são meios, não fins.

Este exercício simples tem duas vantagens. Primeiro, obriga a agência a responder ao seu problema em vez de lhe vender o pacote que tem na prateleira. Segundo, dá-lhe um critério para avaliar, daqui a seis meses, se o investimento está a resultar.

Se ainda não sabe bem por onde começar, é exatamente para isso que existe uma fase de estratégia digital: um diagnóstico do ponto de partida, dos concorrentes e dos canais com mais potencial, antes de se gastar um euro em execução.

Os critérios que realmente contam

Experiência no seu tipo de negócio

Uma agência que já trabalhou com hotéis sabe o que é um motor de reservas e um channel manager. Uma que trabalhou com restaurantes sabe que a ficha do Google e as avaliações pesam mais do que um anúncio bonito. Não precisa de ter trabalhado com o seu concorrente direto, mas deve conhecer o ritmo e os problemas do seu setor.

Peça exemplos concretos e veja-os com os próprios olhos: sites que pode abrir, campanhas que lhe expliquem, marcas que pode visitar. No nosso caso, os projetos estão na página de trabalhos, com o que foi feito em cada um.

Quem faz o trabalho

Pergunte quem vai, de facto, tratar da sua conta. É comum a reunião comercial ser feita por uma pessoa experiente e o trabalho passar depois para alguém sem contacto consigo, ou para subcontratados. Não é necessariamente mau, mas deve saber à partida quem é o seu interlocutor e quem executa.

Processo claro, com fases e entregáveis

Uma boa agência explica o que acontece na primeira semana, no primeiro mês e no primeiro trimestre. Desconfie de propostas que só falam em «gestão» ou «otimização contínua» sem dizer o que se entrega, quando e como se valida.

Métricas ligadas ao negócio

Seguidores, impressões e posições no Google são indicadores intermédios. O que interessa são chamadas, pedidos de contacto, reservas, vendas e o custo de cada um. Pergunte que métricas vão constar do relatório mensal e como vão ser medidas. Se a resposta for vaga, o relatório também vai ser.

Propriedade dos acessos e das contas

O domínio, o site, a conta do Google Ads, o Perfil de Empresa no Google, o Google Analytics e as páginas nas redes sociais devem estar em nome da sua empresa, com a agência como utilizador convidado. Se um dia mudar de fornecedor, leva tudo consigo, incluindo o histórico.

Transparência de preços

Peça o detalhe do que está incluído e do que é extra: número de horas, de publicações, de rondas de revisão, verba de anúncios separada da remuneração da agência. Na Criatima publicamos os preços de partida na página de preços, mas, seja com quem for, o essencial é que consiga comparar propostas com os mesmos critérios.

Proximidade e língua

Para um negócio local, uma agência que conhece a região, os mercados emissores e o calendário do seu setor poupa muitas explicações. Se trabalha com turistas ou clientes estrangeiros, confirme também que a agência consegue produzir conteúdos e campanhas noutros idiomas, sem depender de traduções automáticas.

Perguntas a fazer na primeira reunião

Leve esta lista impressa. As respostas dizem muito sobre a forma de trabalhar de cada agência:

  1. Que objetivos propõem para os primeiros seis meses e como os vamos medir?
  2. Quem será o meu interlocutor e quem faz o trabalho no dia a dia?
  3. Podem mostrar-me um projeto semelhante e explicar o que correu bem e o que correu mal?
  4. Que acessos vou ter às contas e às ferramentas? Em nome de quem ficam?
  5. Qual é a duração mínima do contrato e como se termina?
  6. O que acontece nos primeiros 30 dias?
  7. A verba de anúncios está incluída no preço ou é paga à parte, diretamente à plataforma?
  8. Que parte do trabalho depende de mim (textos, fotografias, aprovações) e com que prazos?

Uma agência séria não se incomoda com estas perguntas. Pelo contrário, costuma agradecer, porque um cliente que sabe o que quer é um cliente com quem é mais fácil obter resultados.

Sinais de alerta

Alguns sinais justificam, no mínimo, uma segunda opinião:

  • Posições garantidas no Google. Ninguém controla o algoritmo. É possível prometer trabalho bem feito e métricas honestas, não o primeiro lugar.
  • Contas de anúncios em nome da agência. Se a conta do Google Ads não for sua, o histórico e as aprendizagens também não são.
  • Relatórios só com gráficos de alcance. Sem ligação a contactos, reservas ou vendas, não há forma de avaliar o retorno. Leia o nosso guia sobre como medir o ROI do Google Ads para saber o que pedir.
  • Contratos longos sem cláusula de saída. Compromissos mínimos fazem sentido em trabalho como o SEO, que demora a dar frutos, mas as condições de saída devem estar escritas.
  • Propostas iguais para todos. Se a proposta não menciona nada do seu negócio, não foi feita para si.
  • Preços muito abaixo do mercado. Normalmente significam que algo ficou de fora. O nosso artigo sobre quanto custa um website ajuda a perceber o que costuma estar incluído.

Agência, freelancer ou equipa interna?

Não há uma resposta única. Um freelancer pode ser a escolha certa para uma tarefa bem delimitada, como um logótipo ou uma campanha pontual, e costuma ser mais barato. Uma equipa interna faz sentido quando o volume de trabalho justifica um ou mais salários a tempo inteiro e há alguém na empresa capaz de a coordenar.

Uma agência tende a compensar quando precisa de várias competências ao mesmo tempo (site, SEO, anúncios, design, fotografia) e prefere ter um único interlocutor responsável pelo conjunto. Muitas PME optam por uma solução mista: uma pessoa interna que conhece o negócio e coordena, e uma agência que executa as partes mais técnicas.

Agência local ou agência de uma grande cidade?

O trabalho digital faz-se à distância, e há boas agências em todo o país. Ainda assim, para um negócio da região Centro, há vantagens práticas numa agência próxima: reuniões presenciais quando são úteis, conhecimento do território e da sazonalidade local, e facilidade para sessões de fotografia ou vídeo no próprio espaço.

Em Fátima, por exemplo, saber que maio e outubro são meses de grande procura, ou que muitos visitantes pesquisam em espanhol, polaco ou francês, muda a forma de planear um site, uma campanha ou a estratégia de SEO local. Mas a proximidade não substitui os outros critérios: uma agência local fraca continua a ser uma agência fraca.

Como comparar propostas

Quando tiver duas ou três propostas na mão, compare-as ponto a ponto:

  • Objetivo: cada proposta responde ao objetivo que definiu?
  • Âmbito: o que está incluído, em quantidade e frequência?
  • Calendário: o que acontece em cada fase e quando vê os primeiros resultados?
  • Medição: que métricas, com que ferramentas e com que periodicidade?
  • Custos totais: remuneração da agência, verba de anúncios, licenças e IVA.
  • Saída: duração mínima, pré-aviso e entrega de acessos.

A proposta mais barata raramente é a mais económica. A melhor é a que explica com clareza o que vai fazer, porquê e como vai provar que funcionou.

Perguntas frequentes

Quanto custa contratar uma agência de marketing digital?

Depende do âmbito. Um projeto pontual, como um site, tem um preço fechado; um acompanhamento contínuo de SEO ou anúncios costuma ser uma avença mensal, a que se soma a verba paga às plataformas. Na Criatima, o acompanhamento de SEO e marketing digital começa nos 590 € por mês, mais IVA, com compromisso mínimo de seis meses.

Quanto tempo demora a ver resultados?

Anúncios pagos geram tráfego desde o primeiro dia, mas precisam de algumas semanas de ajuste. O SEO demora mais: os primeiros sinais aparecem normalmente ao fim de alguns meses e os resultados consolidam-se com trabalho contínuo. Desconfie de quem promete resultados orgânicos garantidos em poucas semanas.

Devo exigir um contrato com prazo mínimo?

Um prazo mínimo é razoável em serviços que demoram a dar frutos, como o SEO, porque os primeiros meses são de diagnóstico e correções. O importante é que as condições de saída estejam escritas: pré-aviso, entrega de acessos e de todo o trabalho produzido até à data.

Uma agência pequena consegue tratar de tudo?

Consegue, se tiver as competências certas na equipa ou parceiros de confiança para as restantes. Pergunte que serviços são feitos internamente e quais são subcontratados. Numa agência pequena, tende a falar diretamente com quem executa, o que encurta prazos e evita perdas de informação entre intermediários.

Se quiser comparar a nossa abordagem com outras propostas, fale connosco. Começamos sempre por perceber o objetivo do negócio antes de propor qualquer serviço.

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